sábado, 9 de julho de 2011

Ventre adentrado


                                                                      Tenho defecado
As minhas tristezas
No vaso da
Minha sensatez

Engolido ácidos
De indignação
Sustentado por tripas
E um estômago
Dilacerado

Tenho amado os homens
E traído pelos mesmos
Na paupérrima incerteza
Que deverás ter!

E mesmo no limite humano
Tenho o ventre rasgado
As vísceras expostas
Por estes abutres!

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