Compreender a ideia de corpo, é entendê-lo como instrumento basilar de sobrevivência e razão da existência da humanidade, que de longa data utilizou desse instrumento para produzir o trabalho, o qual fez ascendê-la e diferenciá-la dos outros animais. Este elemento essencial e humano é o responsável pela constituição e transformação da humanidade enquanto alavanca que auxilia no desenvolvimento motor, cognitivo e social dessa espécie. O corpo é muito mais do que um conjunto de músculos e ossos interagindo morfofisiologicamente num espaço e tempo cronologicamente estabelecido. Entende-se que o corpo é cheio de significados e portanto produz conhecimento que muita das vezes não é entendido por quem dele faz uso. Não entende que este corpo tem limites, dores, que o mesmo se expressa, dialoga, dentre outros sentidos que lhe são negados enquando partes significativas de um todo. O corpo é formado por partes que se interrelacionam entre si para a constituição de um todo ritmicamente diferente do outro, mas que se constitui na consciência que o eleva a transcender a ideia biomecânica ou cinemática do movimento, inserido no seio social um todo que se fragmenta para atender a demanda que dele se exige; porém, sem ignorar os significados de cada membro que lhe compoe. Assim podemos ver este corpo como o instrumento da humanidade que dele faz uso em suas diversas razões, ora como arma de auto destruição, altamente eficiente e capaz de produz um arsenal de insignificâncias do ponto de vista humanitário, ora assujeitado pela ignorância e pela fome em que o produto final é a decomposição osteomuscular da sua orgânica necessidade. O corpo é o reflexo da ação humana, da sua interação com o meio, das suas intervenções políticas, sociais e econômicas e a busca cada vez mais contante pelo novo, o que reflete o ser inacabado que todos somos.
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