Na minha poesia
O louco chora
A mulher se liberta
O indigente que é gente canta!
Como boa poesia
Enfurecem as rimas
Pinta o branco de diversidade
Embriaga-se nas coxas da palavra!
Esta poesia também chora
Carrega os males de um tempo
Sofre com as chagas da modernidade
Goza como todo e qualquer miserável!
Nesta poesia todos é gente
Comungam as diferenças
Celebram as religiões da decadência
Amam, detestam, mas é gente!
Como se percebe
A poesia que escrevo
O fodido tem vez
A maria-gasolina tem vez
Todos têm vez!
Apenas, saibam que esta
Poesia sem carne e ossos
Sente e sangra pinta e borda, mas ama!
Ama a estupidez, a ferrugem da sua
Estrutura humana!
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